Um estudo encomendado pelo Comitê Olímpico Internacional e pela Universidade de Brighton descobriu que, embora as mulheres trans sejam mais fortes em alguns aspectos, como força de agarre, as mulheres cis têm membros inferiores mais fortes.
O estudo também descobriu que as mulheres trans têm uma densidade óssea semelhante às suas contrapartes cis, o que refuta um refrão frequente dos conservadores que argumentaram o contrário para justificar a proibição de meninas e mulheres trans no esporte.
Todos os participantes deste estudo participaram de esportes competitivos ou realizaram treinamento físico pelo menos três vezes por semana. Os 35 atletas trans tiveram que ter completado pelo menos um ano consecutivo de terapia de reposição hormonal.
Os pesquisadores convidaram 23 mulheres trans e 12 homens trans para realizar uma série de testes de desempenho em condições de laboratório, enquanto também submeteram 21 mulheres cis e 19 homens cis aos mesmos testes.
Em certos testes cardiovasculares, as mulheres trans tiveram um desempenho pior do que as mulheres cis e foram encontradas com menos força nos membros inferiores, de acordo com o estudo publicado na quarta-feira no British Journal of Sports Medicine.
O pesquisador principal, Professor Yannis Pitsiladis, disse ao Outsports que "a principal mensagem a ser tirada é a necessidade das federações internacionais (e seus 'especialistas') tratarem as mulheres trans de forma muito diferente dos homens cis".
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